Portal atualizado em: 26 de novembro de 2022 às 18:49h

Prefeita Iraneide Rebouças abre I Exposição Fotográfica “Bela, Forte e Corajosa” que retrata 10 mulheres areia-branquenses curadas do câncer e suas histórias de superação

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A prefeita Iraneide Rebouças, juntamente com a secretária da Mulher, Adriana Félix, abriram, na manhã desta quarta-feira (26), a I Exposição Fotográfica “Bela, Forte e Corajosa” onde 10 mulheres areia-branquenses, que venceram o câncer retratam, através de suas histórias de superação, mostrando que existe vida após o câncer de mama.

 

Durante a cerimônia, escritora Ana Karina Ferreira da Paz Cunha, autora do livro “Câncer de mama, e daí? Com fé, gratidão e leveza venci o câncer”, contou sua emocionante experiência com o câncer de mama triplo negativo (CMTN) que representa, em média, 15% dos casos de câncer de mama no mundo, mais frequente em mulheres jovens. Apesar de ser o mais agressivo entre os cânceres de mama, apresenta perspectivas de cura quando detectado precocemente. Na sua apresentação ela narrou como foi descobrir, no ano de 2016, que tinha câncer, como reagiu e como venceu. Toda a história está publicada em seu primeiro livro. Logo após, Ana Paz lançou o segundo livro, “Uma nova historia. Uma nova vida” que aborda a vida de uma sobrevivente do câncer.

A exposição fotográfica “Belas, Fortes e Corajosas” desenvolvida pela Secretaria da Mulher, em parceria com a gerência de Habitação e contando com o apoio da Secretaria de Saúde, faz parte do Outubro Rosa de conscientização e alerta à sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, e outros tipos da doença que atingem as mulheres, aumentando as chances de cura e reduzindo a mortalidade.

Ainda no início deste mês de outubro, durante a abertura da campanha em Areia Branca, a Secretaria da Mulher lançou a Cartilha do Direito da Mulher com Câncer que mostra os direitos das pacientes e informações detalhadas de como garantir cada um deles. É possível encontrar nos órgãos da saúde e da assistência social.

A exposição “Bela, Forte e Corajosa” fica aberta até esta quinta-feira (27) no Salão Nobre da Prefeitura de Areia Branca e marca o encerramento da campanha Lenço Solidário que arrecadou lenços que serão doados a ONG Casa Rosa Online que vai distribuir entre as mulheres da região em tratamento contra o câncer.

Conheça a história das 10 mulheres Belas, Fortes e Corajosas:

Isabel Cristina é casada, tem 45 anos, seis filhos e cinco netos. No ano passado descobriu o câncer do colo do útero, grau 03. Receber o diagnóstico não foi fácil. Crises de ansiedade e de choro tomaram de conta dela, até ver nos netos a força para lutar e superar a doença. Durante o tratamento recebeu cinco bolsas de sangue, realizou 30 sessões de radioterapia, 8 de quimioterapia X Platina e 4 de braquiterapia. Passada a batalha, continua realizando consultas e exames a cada três meses.

 

 

 

 

 

 

Maria Santa Pereira aos 56 anos, durante uma consulta de rotina a ginecologista, no exame de toque da mama, sinalizou um incômodo na mama esquerda. O diagnóstico de câncer chegou junto com a cirurgia para retirada de um quadrante da mama. Após 10 sessões de quimioterapia e 30 de radioterapia, passado um ano de tratamento, estava curada. Sete anos depois foi surpreendida com o diagnóstico de câncer no intestino. Então, aos 63 anos e com a dolorosa experiência anterior, iniciou novamente o tratamento, desta vez mais doloroso chegando a afetar o psicológico além de dores nas mãos e pés devido a neuropatia. As consequências físicas do câncer, como queda do cabelo e incômodos, não se compararam as psicológicas. Com muita fé, coragem e esperança venceu os dois cânceres, hoje é uma mulher realizada, agradecida a Deus, aos amigos e a família, ao marido, em especial a filha, o filho, e aos quatro netos. A vontade de vencer foi fundamental para o sucesso nos resultados da aposentada de 71 anos idade.

Maria do Socorro Tavares tem 53 anos e descobriu o nódulo realizando o autoexame de mama durante o banho. O diagnóstico de câncer de mama aconteceu em setembro de 2015. Passou por 8 sessões de quimioterapia e 32 de radioterapia e ainda 13 injeções. Após quatro meses teve que interromper o tratamento porque o coração começou crescer. Precisou esperar cinco meses para voltar a tomar as injeções e realizar a cirurgia para retirada de um quadrante da mama. No segundo ano de tratamento, os ovários começaram a crescer, apresentando sangramento, se submeteu a histerectomia para a retirada dos ovários. Ainda continua tomando medicamento e realizando acompanhamento médico. Em momento algum, a esposa e mãe de dois filhos, se desesperou. Sempre pensou positivo com muita fé e confiança que Deus haveria de conceder vitórias.

A aposentada de 74 anos, Maria das Graças Melo, descobriu o câncer em 2016 numa consulta de rotina com a mastologista, o exame de mamografia detectou o nódulo e, por meio de uma punção de pistola, foi diagnosticado o carcinoma. A mãe de três filhos e avó de sete netos foi submetida a uma cirurgia para a retirada de um quadrante da mama. Durante o tratamento passou por 4 sessões de quimioterapias da cor branca e 33 radioterapias. Sempre confiante em Deus e na vitória da cura.

Francisca das Chagas Vieira de Queiroz há 16 anos, durante o autoexame, sentiu um nódulo, fez a cirurgia e constatou benigno, um mês depois apareceram mais dois nódulos e biopsia, desta vez, constatou células malignas. Vários médicos a examinaram e optaram por fazer a mastectomia que é a remoção completa da mama. 15 dias após o procedimento recebeu o resultado da biopsia, cujo resultado foi favorável, assim sendo não precisou fazer nenhum tratamento e nem tomar nenhum medicamento. Seis meses depois realizou a reconstrução da mama e anualmente passa por exames com acompanhamento do mastologista. “Se cuidem, se toquem e se amem, a prevenção ainda é o melhor remédio”, diz a dona de casa de 63 anos, casada, mãe de três filhos e avó de duas netas.

Eguiberta de Souza Borges foi diagnosticada com câncer de mama no estágio birads 6 e nódulo invertido. Uma fase difícil que a fez passar por dor e sofrimento que se tornaram mais fáceis com o apoio da família e amigos. Realizou 4 sessões de quimioterapias da cor vermelha e 12 da cor branca. Ficar careca abalou a autoestima. Ao final das quimioterapias veio a alegria de saber que removeria o câncer com a cirurgia. Logo após realizou 28 sessões de radioterapias e vai continuar tratamento por cinco anos. De acordo com Eguiberta, casada e mãe de dois filhos, a luta faz parte da vida, é assim que se obtém as vitórias, e todos são capazes se tiver fé, perseverança e ânimo.

A funcionária pública Ana Lúcia Pereira da Silva descobriu o câncer no ano de 2015, em uma consulta de rotina, confirmado através de biopsia. Em seu tratamento realizou 28 sessões de quimioterapia, sendo 4 da cor vermelha e 4 da cor branca, e em seguida se submeteu a cirurgia que retirou quadrante da mama direita e esvaziou a axila. Realizou 34 sessões de radioterapia. Ainda continua fazendo acompanhamento médico. Ao concluir o tratamento voltou a trabalhar, não se aposentou porque recebeu o diagnóstico de cura. Aos 51 anos retomou a rotina normal, com algumas limitações, trabalha, faz atividade física e mantém a vida ativa como mãe de dois filhos, esposa, irmã, e também como cristã.

Maria da Salete Pereira de 66 anos recebeu o diagnóstico de câncer de mama no ano de 2015, não foi preciso realizar a retirada da mama, somente do nódulo do tipo NIC 1,5. Durante o tratamento realizou 16 sessões de radioterapia e 11 quimioterapia, 8 petiscam e fez uso de medicações orais durante 5 anos. Atualmente realiza acompanhamento anual. A funcionária pública aposentada é divorciada, tem dois filhos e duas netas.

 

Lívia Rodrigues da Costa foi diagnosticada com o câncer de colo de útero, do tipo NIC I, em fevereiro de 2016, durante seis meses de muitas idas e vindas a Natal, passou por sessões de radioterapia e, pelo período de três meses, fez tratamento de quimioterapia pela via oral. Anualmente vem realizando consultas de acompanhamento. De acordo com a funcionária pública, de 58 anos, o processo é lento e doloroso, mas é preciso lutar e sorrir sempre sem perder a fé. Livia é mãe de 8 filhos e avó de 10 netos.

A professora Isabelly Cristina da Silva de 34 anos, casada e mãe de um filho, descobriu o câncer na mama esquerda no ano de 2017 após perceber que o seu bebê não sugava essa mama durante a amamentação e que apresentava inchaço. Através de um ultrassom mamário recebeu o pré-diagnóstico.
Realizou 8 sessões de quimioterapia, sendo 4 da cor vermelhas e 4 da cor branca, passou por uma mastectomia para retirada total da mama e esvaziamento da axila, tratamento com medicação oral por um ano e passou por 28 sessões de radioterapia. Realiza rigorosamente o acompanhamento a cada três meses. “Nunca pense que sua vida acaba ao descobrir o câncer. Há vida sim após o Câncer. Se cuide, se ame e se toque”.

 

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